Fonte: Vecteezy
Alunos do ensino básico de duas escolas estaduais das cidades de Uberlândia/MG e Curitiba/PR em idade de alfabetização têm se beneficiado com um aplicativo que promete mudar a vida das crianças que sofrem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Foi-se o tempo em que para termos acesso a educação dependíamos exclusivamente dos livros. Para as crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) então, foi aberta uma nova perspectiva com a chegada da tecnologia, e principalmente, das tecnologias inclusivas que vem ajudando na sua formação.
Foi-se o tempo em que para termos acesso a educação dependíamos exclusivamente dos livros. Para as crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) então, foi aberta uma nova perspectiva com a chegada da tecnologia, e principalmente, das tecnologias inclusivas que vem ajudando na sua formação.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) "[...] é uma deficiência que afeta a forma como as pessoas percebem o mundo e interagem com os outros. As pessoas autistas veem, ouvem e sentem o mundo de forma diferente das outras pessoas. Se você é autista, você é autista por toda a vida; o autismo não é uma doença e não pode ser curado." (YOUR AUTISM MAGAZINE, 2016). Segundo a ONU (2015), cerca de 1% da população mundial sofre com o TEA.
Para as crianças na idade da alfabetização que sofrem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) as coisas vêm aos poucos mudando com ajuda do aplicativo "Desenhe e Aprenda a Escrever" que foi lançado em 2013.
Alunos nessas condições têm uma dificuldade maior de concentração e esse professor do primeiro ano encontrou em "Desenhe e Aprenda a Escrever" uma alternativa para Vinicius, de 6 anos. "Os alunos da alfabetização e da primeira série adoraram e ficaram bastante atentos! Um deles inclusive ficou 15 minutos atento usando o aplicativo - isso foi o máximo que já vimos ele ficar atento em semanas.", comentou o professor do ensino básico de Uberlândia/MG, Cláudio Moreira.
Algo parecido aconteceu com a professora Eliane Maia em uma escola de Curitiba/PR, "Eu queria falar sobre a sessão que tive hoje com meu aluno utilizando o aplicativo 'Desenhe e Aprenda a Escrever'. Ele é um aluno da alfabetização... Ele tem tido dificuldades para escrever e evita praticar o máximo possível. Hoje eu o mostrei o aplicativo 'Desenhe e Aprenda a Escrever'... ele ficou totalmente atento por 30 minutos, aprendeu rapidamente a movimentar o dedo através das texturas e entendeu como usar o "monstrinho" para desenhar a letra corretamente.".
O aplicativo, que é usado principalmente com crianças na idade da alfabetização e do primeiro ano, segundo os professores, é uma alternativa que não precisa ser limitada apenas as aulas, os pais também podem utilizar desse recurso em casa, dessa forma fazendo com que a criança esteja sempre praticando.
E não apenas para Vinicius, aluno do professor Cláudio, ou Matheus, aluno da professora Eliane, todos os alunos da sala se beneficiam do aplicativo "Desenhe e Aprenda a Escrever", muitos alunos dizem que é uma maneira divertida de aprender. E foi uma alternativa encontrada não apenas para o ensino da escrita. Dessa forma os alunos conseguem interagir uns com os outros, que é uma das dificuldades das pessoas com TEA. O aplicativo faz com que alunos como Vinicius e Raquel, que vêm de mundos tão diferentes, possam aprender juntos.
O que faz as crianças ficarem tão atentas são as texturas disponíveis como creme de barbear, cobertura de chocolate, creme de leite e xarope. O professor Cláudio ainda completa: "Eu acho o aplicativo sensacional! Meus alunos nunca ficam frustados e nunca desistem. Além disso eu consigo criar minhas próprias listas.". Mas a professora Eliane alerta: o aplicativo é bom, porém limitado. "Desenhe e Aprenda a Escrever" está disponível apenas para a plataforma da Apple e é pago.
Informações técnicas: Aplicativo: "Desenhe e Aprenda a Escrever", vendido por FIZZBRAIN LLC na categoria educação. Atualizado em 12/01/2013, versão: 2,0. Tamanho: 43,9 MB. Classificação +4 Livre. Possui compartilhamento familiar. Requer o iOS 4.3 ou posterior. Compatível com iPhone, iPad e iPod touch. Disponível nos idiomas Português e Inglês. Site do desenvolvedor: fizzbrain.com. Para mais informações, acesse: http://apple.co/2xZRaZk.
Com a divulgação do aplicativo os professores esperam que mais crianças que convivem com o TEA tenham acesso a alfabetização de forma mais simples e que mais pais e responsáveis se mobilizem a testá-lo em casa, e que mais escolas tomem esse tipo de iniciativa em outros estados. Ambos dizem que não será fácil fazer a implantação, mas que ela é possível, e quanto menos burocrática for, mais benefícios trará para as crianças. "Precisamos de apoio do governo," diz a professora Eliane, "sem os recursos não teremos os materiais necessários para inserir este aplicativo, ou qualquer outro, na nossa realidade escolar.".
E dão uma dica aos desenvolvedores: que eles continuem criando novos aplicativos educativos, talvez aplicativos mais simples se esses puderem ser gratuitos, atendendo uma demanda maior da população, e principalmente aplicativos que sejam compatíveis com a realidade brasileira, ou seja, disponíveis para o sistema Android que é o campeão de vendas no país. "Enquanto não tivermos o apoio dos 'peixes grandes', vamos trabalhando com o que temos a mão: nossos aparelhos pessoais e nosso amor por ensinar nossos anjos azuis.", finaliza o professor Cláudio Moreira.
Fonte: iTunes
Com a divulgação do aplicativo os professores esperam que mais crianças que convivem com o TEA tenham acesso a alfabetização de forma mais simples e que mais pais e responsáveis se mobilizem a testá-lo em casa, e que mais escolas tomem esse tipo de iniciativa em outros estados. Ambos dizem que não será fácil fazer a implantação, mas que ela é possível, e quanto menos burocrática for, mais benefícios trará para as crianças. "Precisamos de apoio do governo," diz a professora Eliane, "sem os recursos não teremos os materiais necessários para inserir este aplicativo, ou qualquer outro, na nossa realidade escolar.".
E dão uma dica aos desenvolvedores: que eles continuem criando novos aplicativos educativos, talvez aplicativos mais simples se esses puderem ser gratuitos, atendendo uma demanda maior da população, e principalmente aplicativos que sejam compatíveis com a realidade brasileira, ou seja, disponíveis para o sistema Android que é o campeão de vendas no país. "Enquanto não tivermos o apoio dos 'peixes grandes', vamos trabalhando com o que temos a mão: nossos aparelhos pessoais e nosso amor por ensinar nossos anjos azuis.", finaliza o professor Cláudio Moreira.


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